3 prejuizos da má gestão de equipamentos hospitalares

A saúde é uma das principais e mais importantes questões na vida de todo brasileiro, e promover o acesso a esse bem de forma gratuita e universal é um direito básico à todo cidadão de acordo com a Constituição Federal.

 

No Brasil as discussões e medidas que envolvem as políticas públicas e diretrizes para para à saúde são complexas e enfrentam grandes desafios, principalmente no que diz respeito gastos, investimentos, ampliação e distribuição desses serviços.

 

O desenvolvimento e bom andamento dos serviços do setor da saúde dependem de muitos fatores, alguns dos mais importantes e que impactam diretamente a área são o planejamento, a organização e o  gerenciamento de equipamentos, materiais e instrumentos hospitalares.

 

Uma boa administração desses recursos garante que os serviços e atendimentos sejam feitos de maneira satisfatória, adequada e com segurança não apenas para os pacientes, mas para todas as pessoas que os manuseiam e dependem deles. 

 

Veja agora 3 prejuízos provocados pela má gestão dos equipamentos hospitalares.

 

1. Falta de investimentos

Os equipamentos e materiais hospitalares são os bens de consumo e produtos utilizados para a realização de procedimentos médicos, odontológicos e fisioterápicos, em diagnósticos, tratamentos, reabilitação e monitoração dos pacientes, transporte, etc. sejam eles produtos de uso diário ou permanente.

 

Os problemas mais frequentes na má gestão desses equipamentos envolvem: 

 

  • O mau uso, devido a falta de preparo e treinamento adequado dos profissionais que manipulam esses instrumentos;
  • Falta de manutenção preventiva, que evitaria a depreciação precoce dos materiais e gastos desnecessários;
  • Ausência ou demora no conserto. Um bem depreciado é simplesmente descartado e não substituído, ou quando o reparo acontece ele já não tem condição de ser utilizado;
  • Falta de de informatização, que dificulta e torna mais lenta a realização de atividades rotineiras, e isso pode acarretar erros, desperdício ou falta de controle no fluxo de materiais;
  • Desorganização e não verificação frequente do estado e da situação dos equipamentos, que quando realizado regularmente ajudaria na prevenção de falhas;

 

Investir permanentemente para garantir que os equipamentos tenha sua vida útil prolongada e na especialização dos técnicos e profissionais para que tenham conhecimentos das normas operacionais desses equipamentos pode afetar positivamente não apenas na qualidade do atendimento, mas no bom bom funcionamento da rotina hospitalar.

2. A má qualidade dos materiais

A realização de pesquisas de ponta e as inovações tecnológicas auxiliam constantemente na produção de equipamentos, instrumentos e materiais hospitalares cada vez mais avançados e este é um dos fatores que fazem aumentar os gastos com a saúde.

 

Mesmo numa realidade onde esses materiais são bem cuidados, manuseados e preservados. Os desgastes e a depreciação podem acontecer naturalmente devido à utilização frequente, e em algum momento eles precisarão ser substituídos.

 

Mas um dos maiores impasses no setor público é a falta de investimentos, o sucateamento, a precarização das instituições hospitalares e a burocracia, o que prejudica a aquisição de equipamentos, ou quando ela acontece, em grande parte se dá por meio de equipamentos de má qualidade.

 

Lidar com essas limitações é um desafio diário,que impede a realização do trabalho e atendimento eficientes.

3. Falta de autonomia dos profissionais

Para um funcionamento ideal, os profissionais da saúde precisam estar envolvidos, participar e ter conhecimento de todas as decisões a serem tomadas no hospital onde presta seus serviços.

 

Esses profissionais que trabalham por horas e vivenciam a rotina diária de atendimento, organização, administração, e fluxo de pessoas e coisas conhecem profundamente as necessidades, carências e potencialidades da instituição.

 

Por esse motivo é necessário que se perceba que eles também devem ser responsáveis pelo processo de seleção, escolha, compra e armazenamento de equipamentos e materiais, bem como por todos os processos que fazem parte da dinâmica hospitalar. 

 

Sua opinião e decisão é de extrema importância, porque isso faz com que haja maior unidade e o comprometimento na gestão como um todo.

 

Conclusão

Diante de todos esses fatores expostos é possível ter uma noção do quão difícil é gerenciar um hospital, principalmente em situações de carência e descaso, pois isso afeta não apenas o profissional, mas a todas as pessoas que dependem de um sistema de saúde em bom funcionamento para que ele seja capaz de atender às necessidades de todos, das mais básicas às mais urgentes.

 

vitor

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